CLIENTE - A busca da qualidade nas relações interpessoais
AOS LEITORES
Este livro tem como objetivo convidar o leitor a reflexões sobre sua qualidade de vida,
suas relações interpessoais e de que forma seu jeito de ser pode estar contribuindo para
a qualidade no atendimento ao cliente.
Quando Deming apresentou ao público norte-americano, em maio de 1980, as vantagens do
Controle de Qualidade japonês, através de programa da NBC, entitulado If Japan
Can, Why Can´t We? (Se o Japão pode, por que nós não podemos?), os Estados
Unidos acordaram para colocar em prática a esperança contida na prece de Kaoru Ishikawa:
Que as atividades do controle de qualidade espalhem-se por toda a parte do mundo,
que a qualidade em todo o mundo seja melhorada, que o custo seja reduzido, que a
produtividade seja aumentada, que as matérias-primas e a energia sejam poupadas, que os
povos de todo o mundo sejam felizes e que o mundo prospere e seja pacífico.
Com base na posição existencial berniana Eu Estou OK, Você está OK (onde
todos nós, salvo raras exceções, nascemos OK), acreditamos que, se o Japão pode, os
Estados Unidos e muitos outros países podem, por que nós, no Brasil, não podemos?
Assim, nosso trabalho tem como missão facilitar o caminho para o crescimento pessoal,
tendo como resultado, a qualidade em todos os papéis da vida.
Acreditamos em mudanças, principalmente quando elas nos conduzem ao bem-estar, à
felicidade, ao sucesso, à realização, ao amor.
Não somos vendedores de pacotes de cursos e treinamentos. Cada grupo tem suas
necessidades únicas, que necessitam primeiro serem diagnosticadas. Somos vendedores de
resultados.
O material apresentado neste livro é uma proposta de integração dos conceitos de
Qualidade Total com os conceitos de Análise Transacional. Nos exemplos e citações
apresentadas foram omitidos nomes das empresas e usado nomes fictícios de pessoas.
O livro é dirigido ora para os funcionários, ora para os empresários, pois acreditamos
que, do porteiro ao diretor, todos são vendedores de produtos ou serviços, todos estão
comprometidos com o sucesso da empresa ou deveriam estar.
Sem considerar a singularidade de cada ser humano, de cada grupo, de cada organização
com suas respectivas culturas, os programas de qualidade e ISO (Internacional Organization
for Standartization) são inócuos ou agressivos à capacidade inerente a todo ser humano
de sentir.
O ser humano opera máquinas, mas não é uma máquina. E quando ele se robotiza, se
descentraliza da sua capacidade de sentir, podem ocorrem falhas de operacionalização.
Podem ocorrem falhas no atendimento ao cliente face a face, que podem comprometer a
existência do próprio negócio, com prejuízos incalculáveis e irreversíveis.
Não existem fórmulas mágicas. Existem caminhos a serem percorridos, porém únicos,
para cada situação, para cada pessoa.
Convidamos você, leitor, a reflexões que possam ajudar na busca de seus caminhos. E
torcemos para que você os encontre...
Eder e Kátia